sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

HOLLYWOOD É LOGO ALI.(Novembro)



Com uma seriedade berluscônica e santidade quase Papal, está ruindo mais uma peça do dominó ministerial Dilma Rousseff. Depois da derrocada de Orlando Silva, eis que surge o fanfarrão Carlos Lupi, Ministro do Trabalho. Apesar de combalido, o ministro afirmou que sai só se for à bala, e das grandes, já que ela pesa mais de cem quilos. Bradou, bradou até que a presidente mandou recado dizendo que quem põe ou tira alguém é ela. Diante disso ele afinou, pediu desculpas, e foi com essas palavras que ele tentou se redimir: “Presidente, desculpe se fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo”(sic). Mas eu ainda estou enxergando um alvo na testa dele. Depois dessa o PDT deu o grito de lá avisando prá dona presidente que, ou Lupi fica ou o partido retira o apoio ao governo, levando junto a quase totalidade dos 26 deputados pedetistas..
Sustentando fervorosamente seu ex-chefe de gabinete Marcelo Panella (atenção para o sobrenome do sujeito), que também está no rolo da denúncia de desvio de recursos de convênios com entidades privadas, Lupi afirmou categoricamente que não acredita que Panella esteja envolvido em tais esquemas.
Mas o roteiro é o mesmo, porque são todos iguais. Primeiro o discurso de defesa, onde afirmam veementemente que não, não e não fizeram nada de errado, que ninguém tem nada contra eles e blá, blá, blá. Depois de algumas provas vem o discurso do redimido, aquele onde dizem não saber de nada que se passava dentro de seu Ministério e etc. E só depois, quando o banquinho da forca já está para ser chutado, saem por si mesmo como heróis.  Aliás, bem previsível, eu diria.
Fico com meus botões a pensar no que diriam Frederico Fellini e James Cameron diante de tamanha veia artística desse povo. Uma coisa é certa, papel de protagonistas em produções hollywoodianas qualquer um deles consegue.
A nós, expectadores que somos dessa trama de infindáveis corrupções cabe, antes de tudo, polir e praticar nosso olhar clínico para tentar separar o joio do trigo e não fazer tanta bobagem numa próxima vez.

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